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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cores normais

vd claro vd escuro
VERDE CLARO VERDE ESCURO
vd. cinza.JPG celeste
VERDE CINZA CELESTE

mauva violeta

Meu Criadouro

O criadouro de aproximadamente 20m², têm formato triangular. É na verdade um cômodo de alvenaria feito no único lugar disponível na minha casa, um canto pouco utilizado do meu quintal. Essa construção foi feita especialmente para abrigar minha criação de periquitos. O piso do criadouro é de cerâmica e na parte dos viveiros, "cimento queimado", para facilitar a limpeza, geralmente feita com espátula entre outras.


O criadouro, com três janelas, uma porta, um ventilador de teto, e por último um exaustor eólico, tem boa ventilação. Já as lâmpadas florescentes aliadas a telhas transparentes garantem boa iluminação. Além disso, dentro do criadouro há um tanque para se lavar gaiolas, ninhos e comedouros. Como equipamentos adicionais há uma máquina sopradora de sementes e uma chocadeira de ovos de pássaros, excelentes produtos, ambos da Criativa de Belo Horizonte(http://www.criativanet.com.br). Na área externa, há um armário com prateleiras e porta de correr tipo box, para guardar ninhos e outros apetrechos.


O cômodo é dividido em duas partes. Na primeira estão os 2 viveiros, que juntos somam 9m X 1.5m. Atualmente para ganhar espaço, desativei 1 viveiro, que deu lugar a duas voadeiras e 8 gaiolas de criação. No viveiro ativo estão os filhotes, machos e fêmeas .


Na segunda parte, há mais 24 gaiolas de criação, que somadas totalizam 32. As gaiolas são colocadas em uma simples estrutura de metal, com rodinhas. Cada estrutura dessas comporta 8 gaiolas. As gaiolas são um modelo para criação de agapornis, facilmente encontradas no comércio e funcionam perfeitamente para criação do periquito padrão inglês. Os ninhos tipo vertical são colocados do lado de fora da gaiola com a intenção de dar mais espaço para os pássaros.

O PERIQUITO SELVAGEM

O PERIQUITO SELVAGEM

Melopsittacus undulatos é o nome científico do periquito australiano, que como o próprio nome indica é nativo da Austrália. Pertence a família Psittacidae, ordem Psittaciformes, classe aves, e habita as regiões àridas e semi-áridas no interior da Austrália. Vivem em grandes bandos e são extremamente nômades. Sua movimentação é ditada pela disponibilidade de água e sementes de capim. Durante o período de seca, eles são vistos fora dos limites normais, ou seja, nas zonas costeiras e arborizadas. Eles se adaptaram a esse clima imprevisível, sendo capazes de ativar seu ciclo de reprodução muito rapidamente depois das chuvas sazonais, que representam a iminente época de crescimento de plantas e gramíneas.




Exemplos de regiões áridas na Austrália

Em 1805 foi descrito por Shaw e Nodder com o nome Psittacus undulatus, sendo o primeiro nome se referindo a um psitacídeo, e o segundo as marcas onduladas de suas asas.



Primeira ilustração de periquitos, publicada em 1805 por Shaw e Nodder

Em 1840, quando o famoso naturalista inglês John Gould teve contato com esses pássaros, ele observou seus sons, e acrescentou a palavra melo (som), antes da palavra Psittacus, ficando definitivamente melopsittacus undulatos. A palavra budgerigar (como os periquitos são conhecidos na língua inglesa), vêm da palavra aborígene "bedgerigah" que significa "bom para comer", pois fazia parte da dieta das tribos aborígenes. Em 1840 quando John Gould retornou a Europa, levou consigo os primeiros periquitos, que aos poucos foram ficando conhecidos e também começou-se a sua criação em cativeiro.



John Gould

Em 1850, começou a criação de periquitos em larga escala em Antuérpia (centro do comércio de aves de gaiola), e a partir daí, virou febre em toda a Europa. A França importava sozinha cerca de 100.000 casais por ano. Como os criadouros da Holanda e Bélgica não conseguiam suprir essa demanda, milhares de periquitos selvagens eram importados diretamente da Austrália. Preocupado com o fato de que essas capturas estavam dizimando as populações de aves nativas e também com a onda crescente de importações devido a enorme popularidade dos periquitos, o governo australiano, estabeleceu um embargo de exportações em 1894 (ainda hoje em vigor), o que acabou com o tráfico de periquitos selvagens. Isso no entanto não afetou a crescente popularidade dos periquitos, já que nessas alturas existiam grandes criadouros no sul da França (com cerca de 80.000 a 100.000 aves), e Bélgica.



Periquitos selvagens


Da cor original (verde claro), surgiram mutações, que deram origem a centenas de cores encontradas hoje nos periquitos. Em 1870 surgiu a primeira mutação na Bélgica, causando grande espanto, um periquito amarelo de olhos vermelhos, (provavelmente um lutino). Nesse mesmo tempo surgiram os amarelos de olhos pretos, mas a sensação surgiu em 1878, os celestes. Os brancos surgiram em 1917. Depois dos celestes vieram os verde escuro, que combinados com os azuis produziram os cobaltos, e a partir daí as mutações se multiplicaram, e até hoje continuam aumentando.

Alimentação

Sementes


As principais são:


1) Alpiste.

2) Painço (quatro tipos: amarelo, verde, preto, vermelho).

3) Aveia.

4) Níger.


As sementes são o principal alimento dos periquitos, e exatamente por isso faço questão de sementes de excelente qualidade e boa procedência. Minha fórmula é 75% de alpiste + 25% de 4 tipos de painço e níger. Uso as sementes da Zootekna, (veja link embaixo do menu), o que me garante sementes limpas e de boa qualidade. A aveia pode ser usada em épocas especiais, como casal criando, e também para filhotes ganharem peso. Não aconselho deixar a disposição o tempo inteiro, porque de forma geral engorda os pássaros. É interessante servir numa tigela à parte, porque se misturada as sementes, fica difícil separar depois as cascas das sementes.


Verduras

Excelente alimento, fornece vitaminas e minerais. Devemos priorizar as que têm folhas mais escuras como espinafre, chicória e almeirão, e evitar as de folhas claras como alface, pois contém muita água e poucos nutrientes. Eu forneço para meus pássaros 2 a 3 vezes por semana.


Frutas

Como no caso das verduras, as frutas são ótimo alimento, fornecendo muitas vitaminas e minerais. Sem dúvida, a mais usada é a banana, excelente fonte de iodo, e auxílio para os filhotes ganharem peso rapidamente. Outras frutas como maça ou laranja também podem ser dadas. Atenção, não dê aos pássaros em nehuma hipótese o abacate, pois ele contém substâncias nocivas aos pássaros, e se ingerido é fatal.


Farinhadas

Assim como as sementes, forneço a farinhada o tempo todo a todos meus pássaros, independente se estão criando ou não. Como disponho de pouco tempo, optei por fornecer uma farinhada já pronta, ao invés de prepará-la, (o que também é possível), e depois de alguma pesquisa sobre farinhadas, escolhi a farinhada Farimix Criador S.P. 27 para Psitacídeos da Zootekna com 27% de proteínas pela qualidade, palatabilidade e custo/benefício. Para os filhotes ainda no ninho e em fase de desmame, eu dou a papinha para filhotes Vital Bird Filhote, também da Zootekna, através de seringa com bico próprio para essa finalidade.



Milho

O milho verde é sem dúvida o alimento preferido dos periquitos. O milho é excelente hidratante e dá ganho de peso aos filhotes. Deve ser servido sem casca e bem lavado, e não deve ser servido cozido ou salgado. Também deve-se tomar cuidado para não servir milho com agrotóxicos. A espiga ideal, é aquela que não é amarelo/escura e dura, e nem branca/mole, a ideal, é aquela que está quase explodindo e brilhante. Eu sirvo aos meus pássaros de 2 a 3 vezes por semana, e particularmente me divirto vendo-os comer e se lambuzarem. Também gosto de ver os casais que estão criando alimentarem os filhotes depois de comerem milho, pois os filhotes ficam com os papos super cheios do suco do milho que os pais deram.



Água
Deve estar sempre a disposição. Pode ser oferecida água tratada comum, pois o nível de cloro presente na água de consumo humano não representa problemas para os periquitos, no entanto, a qualidade da água da rede, varia de local para local. Outra opção é servir água filtrada ou fervida. A água pode ser servida tanto nos bebedouros tradicionais, como também em pequenas tigelas de porcelana. A vantagem dos bebedouros, é que os pássaros não defecam dentro, e a desvantagem, é que os filhotes recém saídos do ninho, não alcançam esse bebedouro. Existe também, o sistema automático de água, que consiste basicamente de um dispositivo que solta água bastando um toque, ligado por uma mangueira numa caixa d'água. Evitando assim, que os pássaros bebam água suja.



Grit
Grit ou areia, é um item muitas vezes esquecido na dieta dos periquitos. Facilmente encontrado nas casas de aves, e geralmente com preço acessível, o grit compreende além de grãos de areia selecionados, farinha de ostra, carvão vegetal, etc. Como essas aves não têm dentes, eles precisam ingerir grãos de areia, os quais ficam depositados na moela, e quando o pássaro ingere novas sementes, o pássaro movimenta a moela, usando esses grãos para moer as sementes. Deve-se deixar sempre à disposição.